O Governo angolano, em parceria com o Banco Mundial, realiza a Reunião Inaugural de Coordenação sobre o Corredor do Lobito, esta quinta-feira, 5 de Fevereiro, no Hotel Intercontinental, em Luanda.
O encontro de alto nível assinala o lançamento formal de um novo e robusto mecanismo de coordenação regional, concebido para acelerar o desenvolvimento deste corredor estratégico que liga o interior do continente africano aos mercados globais.
São convidados para este encontro altas entidades governamentais nacionais, das Repúblicas Democrática do Congo e da Zâmbia, lideranças de topo de organizações multilaterais e bilaterais, instituições financeiras e parceiros internacionais de desenvolvimento. Esta ampla participação sublinha o consenso e o compromisso colectivo em torno da importância estratégica do Corredor.
O principal objectivo da reunião é o alinhamento de prioridades estratégicas e o reforço da coordenação entre os três países africanos e os seus parceiros técnicos e financeiros.
A agenda centrar-se-á em acelerar a implementação de projectos estruturantes em áreas vitais como transporte ferroviário e logística integrada; facilitação do comércio e modernização de infra-estruturas; energia sustentável; desenvolvimento de cadeias de valor agrícolas e minerais; e promoção do desenvolvimento económico e social ao longo do Corredor.
Reconhecido como uma das mais promissoras plataformas logísticas e económicas da África Austral e Central, o Corredor do Lobito assume um papel cada vez mais crucial na conexão económica do continente.
Espera-se que esta reunião inaugure uma nova era de trabalho conjunto, mais estruturada e regular, destinada a transformar o Corredor do Lobito num verdadeiro motor de integração regional, atracção de investimento privado e criação de oportunidades económicas e de emprego para a região.
O Corredor do Lobito é uma infra-estrutura multimodal estratégica que se estende desde o Porto do Lobito, em Angola, atravessando o país e conectando-se às redes de transporte das Repúblicas Democrática do Congo e da Zâmbia.
O seu desenvolvimento é visto como fundamental para desbloquear o potencial económico do interior da África Central e Austral, facilitar o acesso a mercados internacionais e para promover o comércio intra-regional.
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